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Wednesday, November 21, 2012

Cloud Empresarial tem futuro? Desafios e oportunidades

Tudo agora é Cloud!

Vamos analisar uma solução tecnológica e, claro está, também tem a solução Cloud. Vamos a um evento e, mais uma vez, há uma parte dedicada ao Cloud. Ouvimos dizer muitas vezes "O Cloud é que é!" ou ainda, para quem gosta de ser protetor e defensor de ter tudo em casa, "O Cloud tira empregos", entre outras frases que em nada clarificam a tomada de decisão.

Mas afinal isto é assim uma coisa nova? Isto vale a pena? E para a minha empresa, o que é que ganha?

Vou procurar de uma forma muito pouco técnica, mas numa perspectiva prática para quem não tem ainda sensibilidade ao tema, em particular para quem não é das áreas tecnológicas, dar uma visão do que é, por onde começar e o que se pode ganhar com soluções de Cloud Computing nas empresas. Estou certo, por isso, que alguns profissionais das tecnologias possam achar o texto superficial, mas o objetivo é mesmo dar a perceber a quem não é da área de Sistemas de Informação (SI) e não aos técnicos. Mas, neste contexto com uma linguagem de senso comum. Linguagem essa que permita a quem gere e toma decisões, saber do porquê e quando investir ou não em soluções de Cloud.

O Cloud Computing não é de facto uma coisa nova, é sim o evoluir perfeitamente natural da "commoditization" de algumas áreas dos SI (cada vez mais como a electricidade ou a luz), razão pela qual hoje começa a ser facilitada a capacidade de colocarmos vários sistemas fora dos "nossos" centros de dados (datacenters das empresas). De uma forma simplificada, este novo jargão de moda das Tecnologias de Informação (TI), é a capacidade de colocar uma parte das soluções algures na Internet e estar a utilizar esse serviço sem querer saber onde está fisicamente alojado, desde que funcione como se quer e se consiga aceder eficazmente. Ora, com esta pequena descrição automaticamente compreendemos que há muitos anos que o comum cidadão é utilizador de pelo menos um serviço Cloud, em particular o email. Basta pensar que há muitos anos, milhões  de cidadãos utilizam os serviços Hotmail, Gmail ou Yahoo!. Logo, será este conceito novo? Não! O que está a ocorrer é que a maturidade deste conceito está alcançada há muito para utilizadores particulares, e estamos no seu verdadeiro início no mundo empresarial. Daí muitos dos fornecedores tecnológicos estarem atualmente numa corrida para ocupar a liderança no mercado.

Assim, atualmente, a consolidação do conceito e a oferta Cloud no mundo empresarial reparte-se em 3 grandes possibilidades: infraestruturas, plataformas de desenvolvimento e software standard.
A componente de infraestrutura (IaaS - Infrastructure as a Service) permite ter servidores da empresa com os sistemas operativos que se quiser (Windows, Linux, Unix, etc.), com a memória que "se quiser", com o disco que "se quiser" (Gb, Terabytes ou Petabytes), algures na Internet e instalar o que a empresa necessitar, funcionando como se estivesse na Intranet empresarial.

As plataformas de desenvolvimento (PaaS - Platform as a Service) traduzem-se na capacidade de equipas de desenvolvimento da empresa, poderem trabalhar em aplicações de negocio especificas da empresa também "algures" na Internet, e os utilizadores internos ou externos as testarem e usarem no dia a dia, como se fosse na rede interna da empresa.

Finalmente, as soluções de software Cloud (SaaS - Software as a Service) permitem aos utilizadores usarem por exemplo um CRM, um Sistema de Faturação, um Portal de Recursos Humanos, um Gestor Documental, uma Plataforma de Compras, entre outros, de uma forma standard e comum a outras empresas, que na realidade os procedimentos normais das empresa são semelhantes entre si, pois todas têm de gerir os seus clientes, emitir faturas, gerir processos normais de recursos humanos (cadastro, férias, faltas, etc.), garantir um arquivo mínimo digital, bem como ter processos cada vez mais profissionalizados e normais de aquisições.
Neste sentido, conceptualmente, o que interessa aos utilizadores na empresa onde está a aplicação, se já interagem diariamente através de um browser de Internet? O que lhes interessa verdadeiramente é que funcione!
Ora é aqui que começamos a ter a necessidade de estrategicamente perceber que aplicações e soluções deve ou não a empresa colocar fora dos seus datacenters. Provavelmente, a maioria das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) podem ter efetivamente tudo na Cloud, como conheço algumas, pois os seus processos de backoffice de SI são efetivamente standards e sem vantagem competitiva versus a concorrência.
Considero contudo, que o principal desafio está mesmo nalgumas médias e grandes empresas que têm infraestrutura própria e aplicações próprias (legacy) que são tão especificas que lhes dão a vantagem no mercado e indústria em que se encontram. Para essas, a recomendação é que comecem nos processos "sem valor real" diferenciador do negócio como as infraestruturas de email, de partilhas de ficheiros, entre outras. Quando estiverem mais sustentadas e "maduras" nestes processos Cloud, poderão certamente subir na arquitetura até às aplicações.

Mas ... há ainda algumas limitações nos processos de integração dessas plataformas com a infraestrutura da empresa, nomeadamente nos processos de autenticação, razão pela qual há que fazer bem as contas de retorno, bem como de níveis de serviço disponibilizados e se eles se adequam à real necessidade/criticidade da empresa, bem como avaliar no caso de incumprimento do fornecedor quais as penalidades possíveis de realizar.

Para aquelas pessoas, mais técnicas, que acreditam que a Cloud cria desemprego, posso referir que certamente criará, mas apenas para aqueles que procuram não evoluir para outras tarefas. As empresas hoje em dia têm muitas necessidades de negócio e poucas pessoas com competências para tal, pelo que há mesmo muito para fazer e as equipas têm de evoluir fortemente em novas tarefas, deixando na Cloud aquilo que são as componentes mais rotineiras.

Por fim, importante para quem procura tomar a decisão de ir ou não para a Cloud, e quando o vai fazer, deve ter em atenção os custos existentes de mudança, promovendo uma clara avaliação do retorno de investimento que inclua os ganhos de produtividade nas equipas técnicas, custos de armazenamento/discos, nível de serviço, etc., para um período entre 3 a 5 anos. Não mais, pois como costumo dizer, a partir daí começamos a falar de futurologia de SI.

Votos de bons projetos nas nuvens, mas com os pés no chão e as contas bem feitas!

Nota: Artigo publicado no caderno Semana Informática do Jornal de Negócios - 21 de Novembro de 2012

Thursday, August 16, 2012

Red Hat aposta na Cloud

Não são apenas os grandes players do mercado comercial a apostar na Cloud. A Red Hat disponibilizou uma versão do seu sistema operativo baseada no OpenStack. As notícias sobre uma possível versão cloud surgiram em Abril passado, num relatório da GigaOm. Confirma-se agora a disponibilização para testes de uma primeira versão do produto que se espera final algures em 2013, dando à Red Hat tempo de sobra para testar e afinar o produto com base no feedback recebido.

O conceito do OpenStack é interessante e comum num mundo Open Source. Consiste num conjunto de empresas e pessoas que pretendem desenvolver um sistema operativo cloud baseado em standards abertos e acessível a qualquer pessoa. Além disso, o facto de ser suportado pela NASA e pela Rackspace Hosting dá-lhe credibilidade. A Red Hat junta-se ao grupo para conferir ao projecto o peso e importância que ele tem.

Questões proprietárias / open source à parte, esta é uma boa notícia porque significa que já existe mais uma frente a avançar na utilização de Cloud, e quantas mais apostas existirem nesse sentido mais a tecnologia avança.

Friday, August 10, 2012

Cloud-enabled

Julgo que serão poucos os profissionais de Tecnologias de Informação que, presentemente, não terão conhecimento sobre o tema cloud. O cloud computing é o futuro das organizações modernas.

E é o futuro porque trata-se de uma ferramenta poderosa. O principal fator é a consequente redução de custos que decorre da sua adoção. Fácil de comprovar o retorno de investimento, numa vasta panóplia de cenários, constitui um fortíssimo atrativo a decisores de topo.

Os serviços cloud devem ser, atualmente, organizados de acordo com quatro grupos de categorias:
  • IaaS (Infrastructure as a Service) – aqui enquadra-se todo o hardware (e.g. servidores, storage, rede)
  • PaaS (Platform as a Service) – plataforma computacional na qual serão provisionados os serviços desenvolvidos
  • SaaS (Software as a Service) – que não é mais que um modelo de fornecimento de software assegurado através da Internet
  • BPaaS (Business Process as a Service) – uma combinação de BPO (Business Process Outsourcing) com SaaS, que será um tema que pretendo partilhar um novo post convosco


Qual a melhor abordagem para me tornar Cloud-enabled?
  1. Analisar as aplicações que utilizam atualmente – este é um passo, na minha opinião, opcional, pois poderá utilizar toda a informação atualmente disponível na Internet para se inspirar.
  2. Procurar exemplos de aplicação, procurar casos de sucesso, procurar referências!
  3. Identificar um parceiro bem-sucedido numa implementação cuja realidade se assemelhe à sua.

A partir desta fase deverá ter à sua disposição a referência com que se identifica e o parceiro que selecionou – chega então o momento de passar à prática:
  1. Realizar a análise e auditoria à infraestrutura e aplicações existentes e relevantes neste âmbito
  2. Obtenção de relatório de análise que deverá identificar: 
    1.  Análise de impacto de modelo Cloud-enabled 
    2. Arquitetura da solução
    3. Apresentação de ROI
    4. Tempo e custo de implementação de piloto

Chegámos à fase de decisão, terá (idealmente) na sua posse algo que sustenta a viabilidade financeira de adotar o cloud computing. É importante que, caso pretenda avançar, realize o piloto/prova de conceito pois:
  • Estes deverão ter custos de investimento menores
  • Representam um menor risco para a Organização
  • São de rápida implementação
  • Permite-lhe avaliar o parceiro que selecionou para a fase prática deste processo

 
Certamente será acordado por ambas as partes um tempo de execução do piloto, para que se consigam apurar resultados no final do mesmo.

Estes resultados serão de extrema importância pois permitirão à sua Organização uma valiosa introspeção tanto ao nível técnico como de negócio.

Tuesday, July 24, 2012

Cloud. Aqui. Agora.

A Cloud está em todo o lado hoje em dia, desde os consumidores às empresas. Vejam o vídeo seguinte feito pela Accenture sobre os profissionais do futuro.

Monday, July 23, 2012

A Cloud em blog

O Cloud Computing é uma tendência crescente das empresas de hoje em dia. De uma forma ou de outra, boa parte das empresas já ouviu falar do conceito, embora exista uma clara necessidade de maior esclarecimento: sobre o que é, o que permite e quando deve ser utilizado.


A quantidade de informação disponível actualmente contribui muitas vezes para uma mescla de conceitos, que acabam muitas vezes por não estarem correctamente percepcionados. Curiosos e auto-didatas, a nível profissional ou pessoal, tentam assimilar diariamente as informações que permitam tomar, quando as suas obrigações assim o exigirem, a melhor opção possível.

Pretende-se que este espaço seja um local de partilha. Por um lado sobre informações interessantes que permitam um fluxo constante de informação, e respectiva análise crítica por parte de quem a analisa. Por outro, um espaço onde são discutidos desafios do dia a dia, e a forma como podem ser  considerados numa perspectiva de Cloud Computing.

Há hoje em dia um novo paradigma que está reflectido em cada vez mais realidades, e é importante que as empresas e os indivíduos se adaptem a esta nova realidade. Há que pensar diferente. Há que pensar Cloud!