Friday, August 3, 2012

Os decisores do amanhã - Cloud Computing



O tema Cloud Computing não é recente. Existem várias empresas que trabalham segundo este paradigma há alguns anos, e que oferecem este tipo de soluções. Ainda assim, atualmente ainda há quem questione se este modelo vingará, no curto prazo, agora que está ao alcance de todas as empresas. É certo que houve investimentos em infraestrutura e software que não podem ser, pura e simplesmente, descartados, mas ainda assim é importante dar ao tema a importância devida.

A Cloud é muitas vezes focada para referir uma tendência, que é crescente, no mercado B2B, mas a verdade é está enraizado em muitos dos consumidores da Internet.

A questão que coloco à vossa consideração é a seguinte: Quem acha que a Cloud é um tema novo, quem é cético relativamente à adoção deste modelo, observe os mais novos. Os jovens “informáticos”, os nossos adolescentes, crianças, todos os que já tenham idade para manusear um qualquer equipamento de informático – seja ele smartphone, tablet, Notebook ou até mesmo um desktop – que tipos de utilização fazem eles destes equipamentos?

Todos nós chegaremos à mesma conclusão. As novas gerações utilizam o Cloud Computing implicitamente e têm uma definição de Internet mais precisa que muitos de nós mais “experientes”. Alguém com menos de 14 anos instala, hoje em dia, o Messenger? E jogos, que jogos utilizam os nossos jovens cibernautas? Aplicações como o Facebook ou o Twitter são ferramentas sociais imprescindíveis para os mais jovens. Para socializar, partilhar conteúdos ou informação, para jogar. São cada vez mais os que utilizam um Browser e, nessa aplicação, executam grande parte da iteração que têm com um computador.

O próprio tempo irá assegurar que num curto prazo o Cloud Computing deixe de ser algo que as empresas avaliam, mas sim a realidade preferível no mercado empresarial. Se hoje em dia alguém, responsável por uma DSI, irá ponderar se opta pela aquisição de uma solução ou pela utilização de um serviço, assente na Cloud, daqui por alguns anos a primeira nem será opção.

Do ponto de vista do investimento não há dúvidas que as empresas necessitarão de investir menos numa fase inicial. Irão pagar pela utilização do serviço, com métricas cada vez mais precisas do “pague o que consome”. Isto permitirá uma redução substancial do CAPEX (capital expenditure, em Português investimento em bens de capital) contra um aumento das despesas operacionais, ou OPEX (operating expense).

Também é relevante analisar o modelo de negócio de quem fornece serviços baseados na Cloud. Muitas empresas de tecnologias de informação encaram, hoje em dia, a Cloud Computing como uma oportunidade de negócio. Um novo canal de comercialização de bens e serviços. As que nasceram num paradigma Cloud e foram idealizadas para funcionar nesse modelo, serão as mais aptas na forma como devem divulgar, comercializar e produzir esses bens e serviços. As primeiras, ou seja, aquelas que hoje estão orientadas às soluções de software e produtos num modelo on-premises, terão forçosamente que estudar o impacto de fazer esta viragem. Defendo que é um processo moroso e que não pode ser feito de um dia para outro. É necessário tornar o negócio Cloud sustentável, porque antes de desenvolver são necessários clientes e, no modelo Cloud Computing, esses clientes irão pagar um valor, muitas vezes mensal, por um serviço.

Não é segredo nenhum que a rentabilidade do modelo Cloud Computing advém da replicação, do volume. Economia de escala. Tentar ter o maior número de clientes a utilizar uma solução única. Não é uma tarefa fácil desenvolver de forma a contemplar todos os interesses e formas de trabalhar das empresas. Todas têm as suas particularidades, formas de pensar e de gerir o seu negócio.

Mas é esse o desafio, sendo que a adoção do Cloud Computing será uma inevitabilidade, as empresas terão obrigatoriamente de atravessar uma fase de aprendizagem a este novo modus operandis. E se bem que a tecnologia tem um peso enorme nesta decisão, outro factor preponderante é a escolha do parceiro correcto, que consiga auxiliar a empresa a dar este passo, tão importante, na mudança da sua realidade e dos paradigmas que pautaram durante tanto tempo o seu desenvolvimento aplicacional, e o próprio negócio.

Para já, nada como observar os mais novos, eles são o nosso futuro e é com eles que aprenderemos como deveremos fazer negócio sobre Cloud Computing num futuro próximo. Afinal, amanhã serão eles os decisores.

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