O tema Cloud Computing não é recente. Existem várias
empresas que trabalham segundo este paradigma há alguns anos, e que oferecem
este tipo de soluções. Ainda assim, atualmente ainda há quem questione se este
modelo vingará, no curto prazo, agora que está ao alcance de todas as empresas.
É certo que houve investimentos em infraestrutura e software que não podem
ser, pura e simplesmente, descartados, mas ainda assim é importante dar ao
tema a importância devida.
A Cloud é muitas vezes focada para referir uma tendência,
que é crescente, no mercado B2B, mas a verdade é está enraizado em muitos dos
consumidores da Internet.
A questão que coloco à vossa consideração é a seguinte: Quem
acha que a Cloud é um tema novo, quem é cético relativamente à adoção deste
modelo, observe os mais novos. Os jovens “informáticos”, os nossos
adolescentes, crianças, todos os que já tenham idade para manusear um qualquer
equipamento de informático – seja ele smartphone, tablet, Notebook ou até mesmo
um desktop – que tipos de utilização fazem eles destes equipamentos?
O próprio tempo irá assegurar que num curto prazo o Cloud
Computing deixe de ser algo que as empresas avaliam, mas sim a realidade
preferível no mercado empresarial. Se hoje em dia alguém, responsável por uma DSI,
irá ponderar se opta pela aquisição de uma solução ou pela utilização de um
serviço, assente na Cloud, daqui por alguns anos a primeira nem será opção.
Do ponto de vista do investimento não há dúvidas que as
empresas necessitarão de investir menos numa fase inicial. Irão pagar pela
utilização do serviço, com métricas cada vez mais precisas do “pague o que
consome”. Isto permitirá uma redução substancial do CAPEX (capital expenditure, em Português investimento em bens de capital)
contra um aumento das despesas operacionais, ou OPEX (operating expense).
Também é relevante analisar o modelo de negócio de quem
fornece serviços baseados na Cloud. Muitas empresas de tecnologias de
informação encaram, hoje em dia, a Cloud Computing como uma oportunidade de
negócio. Um novo canal de comercialização de bens e serviços. As que nasceram
num paradigma Cloud e foram idealizadas para funcionar nesse modelo, serão as
mais aptas na forma como devem divulgar, comercializar e produzir esses bens e
serviços. As primeiras, ou seja, aquelas que hoje estão orientadas às soluções
de software e produtos num modelo on-premises, terão forçosamente que
estudar o impacto de fazer esta viragem. Defendo que é um processo moroso e que
não pode ser feito de um dia para outro. É necessário tornar o negócio Cloud
sustentável, porque antes de desenvolver são necessários clientes e, no modelo
Cloud Computing, esses clientes irão pagar um valor, muitas vezes mensal, por
um serviço.
Não é segredo nenhum que a rentabilidade do modelo Cloud
Computing advém da replicação, do volume. Economia de escala. Tentar ter o
maior número de clientes a utilizar uma solução única. Não é uma tarefa fácil
desenvolver de forma a contemplar todos os interesses e formas de trabalhar das
empresas. Todas têm as suas particularidades, formas de pensar e de gerir o seu
negócio.
Mas é esse o desafio, sendo que a adoção do Cloud Computing
será uma inevitabilidade, as empresas terão obrigatoriamente de atravessar uma
fase de aprendizagem a este novo modus
operandis. E se bem que a tecnologia tem um peso enorme nesta decisão,
outro factor preponderante é a escolha do parceiro correcto, que consiga
auxiliar a empresa a dar este passo, tão importante, na mudança da sua
realidade e dos paradigmas que pautaram durante tanto tempo o seu
desenvolvimento aplicacional, e o próprio negócio.
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