Thursday, August 16, 2012

Red Hat aposta na Cloud

Não são apenas os grandes players do mercado comercial a apostar na Cloud. A Red Hat disponibilizou uma versão do seu sistema operativo baseada no OpenStack. As notícias sobre uma possível versão cloud surgiram em Abril passado, num relatório da GigaOm. Confirma-se agora a disponibilização para testes de uma primeira versão do produto que se espera final algures em 2013, dando à Red Hat tempo de sobra para testar e afinar o produto com base no feedback recebido.

O conceito do OpenStack é interessante e comum num mundo Open Source. Consiste num conjunto de empresas e pessoas que pretendem desenvolver um sistema operativo cloud baseado em standards abertos e acessível a qualquer pessoa. Além disso, o facto de ser suportado pela NASA e pela Rackspace Hosting dá-lhe credibilidade. A Red Hat junta-se ao grupo para conferir ao projecto o peso e importância que ele tem.

Questões proprietárias / open source à parte, esta é uma boa notícia porque significa que já existe mais uma frente a avançar na utilização de Cloud, e quantas mais apostas existirem nesse sentido mais a tecnologia avança.

Sunday, August 12, 2012

Um mercado potencialmente Cloud

A Gartner já nos habituou aos inúmero estudos, que pretendem colocar no papel tendências apreendidas junto de quem decide no mundo das TI. O meu objectivo hoje é analisar algumas das conclusões do último relatório trimestral que a empresa apresentou relativamente à Cloud.

O mercado Cloud totalizou 91 biliões USD e prevê-se que em 2016 mais que duplique, ultrapassando os 200 biliões USD. Até agora, tem sido o BPaaS o maior responsável pela utilização da Cloud nas empresas, em termos percentuais, mas novos serviços como PaaS e IaaS irão mudar este panorama. Não deixa de ser interessante verificar que a vertente mais utilizada da Cloud nas empresas é, porventura, uma das mais estanques. A empresa faz outsourcing dos processos em causa. Existem variáveis de entradas e resultados na saída, tipo caixa negra, e a empresa nem tem de se preocupar com o que se passa no entretanto. Se pensarmos em todas as oportunidades de outras vertentes Cloud por aproveitar, vemos que este é definitivamente um mercado para apostar.

A análise revela ainda que em traços gerais o mercado de IT irá ter um crescimento de 3% de ano para ano. O volume de negócio envolvido é imenso, ronda os 3.6 triliões USD, extremamente apetecíveis, mas em termos de crescimento verifica-se um abrandamento, muito próximo de uma estabilização. 

As soluções e serviços Cloud, por outro lado, têm um crescimento previsto exponencial. E aqui fará sem dúvida diferença quem chegar primeiro. Passo a explicar.

À luz de uma das muitas abordagens da sociedade a novas tecnologias, houve uma que me pareceu extremamente simples e esclarecedora daquilo que sinto no dia a dia profissional. Aconselho a leitura do livro "Crossing the Chasm", the Geoffrey Moore para ter mais informação sobre o que vou falar em seguida. Podem consultar um resumo do livro aqui.

Explicando um pouco a imagem à esquerda, apresenta uma distribuição que simboliza o mercado. E como em qualquer mercado, há quem adopte a tecnologia no início e quem nunca sequer considere em adoptá-la. Além disso, mesmo entre quem adopta, existe quem comece no início e quem espere para ver.

Primeiro, temos os inovadores / visionários, que abraçam novas tendências no princípio. São os primeiros a sentir as dores mas também os primeiros a colher os frutos, e têm um papel muitas vezes decisivo na evolução da própria tecnologia. Depois existem os mais pragmáticos, que estão a aguardar por provas dadas antes de mudarem a sua abordagem. De seguida, os conservadores, que mesmo tendo provas têm também algum "receio de nadar em águas desconhecidas". E no final, temos os cépticos: por muitas provas que existam, casos de referência de clientes, entre outros, nunca vão por vontade própria, dar o passo. Porque não.

O meu dia de trabalho é composto muitas vezes por reuniões. De há algum tempo para cá, reuniões com clientes onde tento promover o caminho para a Cloud como uma jornada que se torna mais simples e eficaz quando feita em conjunto com alguém que saiba do que se está a falar e o que fazer. E a verdade é que vejo que está muita gente ainda do lado direito do "chasm", ou à falta de melhor expressão, da "trincheira". Poder atravessar até podem, mas deste lado os tiros não chegam por isso para quê? Vamos esperar que acabe o barulho dos disparos e vamos quando tudo acalmar. O que muitas destas empresas parecem não compreender é que quando a sua "guerra" terminar, no outro lado os territórios estarão já todos conquistados.

O mercado está cada vez mais a dar provas de que o caminho é a Cloud. Grandes empresas, como a Microsoft, estão a repensar todas as suas estratégias, culturas, formas de trabalhar, sistemas de incentivos e muito mais, com base no que se avizinha. E se grandes empresas estão a fazer a mudança, as pequenas e médias não podem esperar que tudo corra como anteriormente. A mudança tem um racional muito fácil de perceber: o caminho para o dinheiro, num futuro próximo, é por ali. Então, é por ali que vamos.

A dificuldade que algumas empresas ainda têm para falar da sua estratégia Cloud torna-se evidente a cada interacção minha com um novo cliente. É necessário começar a desbravar caminho, e a descobrir como tirar partido destas novas tecnologias. Está na hora de lançar mãos ao caminho e atravessar as trincheiras. Só quem o fizer poderá começar desde já a tirar partido do potencial mercado que ganha cada vez mais forma.

Referências: http://www.talkincloud.com/gartner-public-cloud-service-growth-outpacing-overall-it/.

Friday, August 10, 2012

Cloud-enabled

Julgo que serão poucos os profissionais de Tecnologias de Informação que, presentemente, não terão conhecimento sobre o tema cloud. O cloud computing é o futuro das organizações modernas.

E é o futuro porque trata-se de uma ferramenta poderosa. O principal fator é a consequente redução de custos que decorre da sua adoção. Fácil de comprovar o retorno de investimento, numa vasta panóplia de cenários, constitui um fortíssimo atrativo a decisores de topo.

Os serviços cloud devem ser, atualmente, organizados de acordo com quatro grupos de categorias:
  • IaaS (Infrastructure as a Service) – aqui enquadra-se todo o hardware (e.g. servidores, storage, rede)
  • PaaS (Platform as a Service) – plataforma computacional na qual serão provisionados os serviços desenvolvidos
  • SaaS (Software as a Service) – que não é mais que um modelo de fornecimento de software assegurado através da Internet
  • BPaaS (Business Process as a Service) – uma combinação de BPO (Business Process Outsourcing) com SaaS, que será um tema que pretendo partilhar um novo post convosco


Qual a melhor abordagem para me tornar Cloud-enabled?
  1. Analisar as aplicações que utilizam atualmente – este é um passo, na minha opinião, opcional, pois poderá utilizar toda a informação atualmente disponível na Internet para se inspirar.
  2. Procurar exemplos de aplicação, procurar casos de sucesso, procurar referências!
  3. Identificar um parceiro bem-sucedido numa implementação cuja realidade se assemelhe à sua.

A partir desta fase deverá ter à sua disposição a referência com que se identifica e o parceiro que selecionou – chega então o momento de passar à prática:
  1. Realizar a análise e auditoria à infraestrutura e aplicações existentes e relevantes neste âmbito
  2. Obtenção de relatório de análise que deverá identificar: 
    1.  Análise de impacto de modelo Cloud-enabled 
    2. Arquitetura da solução
    3. Apresentação de ROI
    4. Tempo e custo de implementação de piloto

Chegámos à fase de decisão, terá (idealmente) na sua posse algo que sustenta a viabilidade financeira de adotar o cloud computing. É importante que, caso pretenda avançar, realize o piloto/prova de conceito pois:
  • Estes deverão ter custos de investimento menores
  • Representam um menor risco para a Organização
  • São de rápida implementação
  • Permite-lhe avaliar o parceiro que selecionou para a fase prática deste processo

 
Certamente será acordado por ambas as partes um tempo de execução do piloto, para que se consigam apurar resultados no final do mesmo.

Estes resultados serão de extrema importância pois permitirão à sua Organização uma valiosa introspeção tanto ao nível técnico como de negócio.

Tuesday, August 7, 2012

Cloud Consulting | Consultoria Cloud

A tecnologia é muitas vezes uma incógnita para as empresas. Todos os dias os decisores são inundados por informação sobre novas tendências, tecnologias, metodologias, entre outros.  A informação chega das mais diversas formas e canais: newsletters, imprensa e muitas vezes os próprios colaboradores."A tecnologia X é a última tendência do mercado" ou "Já conhece a tecnologia Y? É a next big thing!" são frases passíveis de ser proferidas por colaboradores que pretendem influenciar a realidade empresarial em que trabalham de um modo positivo e inovador. E, no final, como conseguem os decisores lidar com tanta informação?

Não conseguem.

A verdade é que é extremamente complicado estar a par de todas as tendências e inovações tecnológicas. Ainda assim há quem tente fazê-lo. Se por um lado é compreensível que uma empresa tente gerir a inovação dentro de portas, esta tarefa é avassaladora. E a consequência disto, como caricaturado abaixo, é uma dificuldade em responder a planos concretos propostos devido à dificuldade em avaliar o sucesso dos mesmos.

December 08, 2009

O Cloud Computing não é excepção. Mais ainda, tem um conjunto de características que fazem com que a mudança não seja apenas tecnológica mas muitas vezes do próprio negócio. E por esse motivo é importante poder contar com empresas que ofereçam o seu know-how e experiência de modo a "tornar a viagem o mais tranquila possível".

O conceito de Cloud Consulting é claro. Serviços de consultoria direccionados para a Cloud. Existem várias possibilidades no que respeita ao serviço a ser prestado, de um ponto de vista técnico:
  • Migração de aplicações para a Cloud.
  • Implementação de cenários de Backup e Disaster Recovery.
  • Ambientes de desenvolvimento e qualidade virtualizados.
  • Infra-estrutura de suporte a aplicações, para processamento em grande escala.
Os exemplos acima são apenas alguns entre os que até hoje tive oportunidade de encontrar. São desafios tecnológicos que juntam clientes e equipas de desenvolvimento num objectivo comum: adaptar o que têm ou pretendem ter a um cenário Cloud.

Apesar de serem desafios muito interessantes do ponto de vista tecnológico, gostaria de me focar na componente de negócio associada a modelos Cloud.

Como já tive oportunidade de referir, e como frequentemente digo de forma coloquial, a Cloud é o negócio do "pinga-pinga". E aqui começa o verdadeiro desafio para as empresas, no que respeita ao seu negócio. Aliás, o tema tem uma importância tal e é de tal maneira diferente da realidade usual, que muitos advogam que a melhor alternativa é criar unidades ou mesmo empresas distintas dentro de um mesmo grupo para gerir a realidade Cloud.Tudo isto porque existem particularidades na tecnologia e na forma de a utilizar que mudam radicalmente a forma como, por um lado, as empresas pagam pelos serviços, e por outro a forma como os clientes finais pagarão pelos mesmos serviços à empresa.

Por tudo isto, é imperativo encarar não só a vertente tecnológica mas também a vertente de negócio da Cloud. E não me refiro apenas a empresas que pretendam oferecer os seus produtos a clientes numa óptica de serviço. Estou também a contemplar todas as empresas que queiram tirar partido da tecnologia, porque também para essa utilização interna se torna necessário definir um plano e uma abordagem a seguir.

Algo que tem resultado bastante bem na forma como discuto com algumas empresas o negócio da Cloud é a abordagem Business Model Canvas. Guardando descrições detalhadas para outro post, esta é uma forma detalhada de identificar as várias componentes desta nova abordagem, servindo depois como base para um Business Plan mais detalhado.

As empresas podem tirar partido da experiência em Cloud que outros possuem, fruto de implementações e projectos (uns melhores e outros menos bons). E é inegável que tirar partido de Cloud Consulting para isso em vez de "percorrer o caminho sozinho" permitirá às empresas começarem a usufruir das vantagens mais cedo.

Friday, August 3, 2012

Os decisores do amanhã - Cloud Computing



O tema Cloud Computing não é recente. Existem várias empresas que trabalham segundo este paradigma há alguns anos, e que oferecem este tipo de soluções. Ainda assim, atualmente ainda há quem questione se este modelo vingará, no curto prazo, agora que está ao alcance de todas as empresas. É certo que houve investimentos em infraestrutura e software que não podem ser, pura e simplesmente, descartados, mas ainda assim é importante dar ao tema a importância devida.

A Cloud é muitas vezes focada para referir uma tendência, que é crescente, no mercado B2B, mas a verdade é está enraizado em muitos dos consumidores da Internet.

A questão que coloco à vossa consideração é a seguinte: Quem acha que a Cloud é um tema novo, quem é cético relativamente à adoção deste modelo, observe os mais novos. Os jovens “informáticos”, os nossos adolescentes, crianças, todos os que já tenham idade para manusear um qualquer equipamento de informático – seja ele smartphone, tablet, Notebook ou até mesmo um desktop – que tipos de utilização fazem eles destes equipamentos?

Todos nós chegaremos à mesma conclusão. As novas gerações utilizam o Cloud Computing implicitamente e têm uma definição de Internet mais precisa que muitos de nós mais “experientes”. Alguém com menos de 14 anos instala, hoje em dia, o Messenger? E jogos, que jogos utilizam os nossos jovens cibernautas? Aplicações como o Facebook ou o Twitter são ferramentas sociais imprescindíveis para os mais jovens. Para socializar, partilhar conteúdos ou informação, para jogar. São cada vez mais os que utilizam um Browser e, nessa aplicação, executam grande parte da iteração que têm com um computador.

O próprio tempo irá assegurar que num curto prazo o Cloud Computing deixe de ser algo que as empresas avaliam, mas sim a realidade preferível no mercado empresarial. Se hoje em dia alguém, responsável por uma DSI, irá ponderar se opta pela aquisição de uma solução ou pela utilização de um serviço, assente na Cloud, daqui por alguns anos a primeira nem será opção.

Do ponto de vista do investimento não há dúvidas que as empresas necessitarão de investir menos numa fase inicial. Irão pagar pela utilização do serviço, com métricas cada vez mais precisas do “pague o que consome”. Isto permitirá uma redução substancial do CAPEX (capital expenditure, em Português investimento em bens de capital) contra um aumento das despesas operacionais, ou OPEX (operating expense).

Também é relevante analisar o modelo de negócio de quem fornece serviços baseados na Cloud. Muitas empresas de tecnologias de informação encaram, hoje em dia, a Cloud Computing como uma oportunidade de negócio. Um novo canal de comercialização de bens e serviços. As que nasceram num paradigma Cloud e foram idealizadas para funcionar nesse modelo, serão as mais aptas na forma como devem divulgar, comercializar e produzir esses bens e serviços. As primeiras, ou seja, aquelas que hoje estão orientadas às soluções de software e produtos num modelo on-premises, terão forçosamente que estudar o impacto de fazer esta viragem. Defendo que é um processo moroso e que não pode ser feito de um dia para outro. É necessário tornar o negócio Cloud sustentável, porque antes de desenvolver são necessários clientes e, no modelo Cloud Computing, esses clientes irão pagar um valor, muitas vezes mensal, por um serviço.

Não é segredo nenhum que a rentabilidade do modelo Cloud Computing advém da replicação, do volume. Economia de escala. Tentar ter o maior número de clientes a utilizar uma solução única. Não é uma tarefa fácil desenvolver de forma a contemplar todos os interesses e formas de trabalhar das empresas. Todas têm as suas particularidades, formas de pensar e de gerir o seu negócio.

Mas é esse o desafio, sendo que a adoção do Cloud Computing será uma inevitabilidade, as empresas terão obrigatoriamente de atravessar uma fase de aprendizagem a este novo modus operandis. E se bem que a tecnologia tem um peso enorme nesta decisão, outro factor preponderante é a escolha do parceiro correcto, que consiga auxiliar a empresa a dar este passo, tão importante, na mudança da sua realidade e dos paradigmas que pautaram durante tanto tempo o seu desenvolvimento aplicacional, e o próprio negócio.

Para já, nada como observar os mais novos, eles são o nosso futuro e é com eles que aprenderemos como deveremos fazer negócio sobre Cloud Computing num futuro próximo. Afinal, amanhã serão eles os decisores.